Private Joke

o diário de Elaine Melo

sexta-feira, abril 14, 2006

Meu público invisível
Sabe... sempre quis desenvolver melhor esse tema. Um dia desses li o célebre livro do Edgar Moura que meu namorado não consegue ler de jeito nenhum alegando uma suposta arrogância desmesurada do autor (acho isso engraçado), e no prefácio, acho q do Millor, me corrijam se estiver errada, fala sobre o público alvo de cada obra. Ele desconstroi todo aquele velho discurso dos artistas que propagandeiam que tudo o que fazem é pra massa, é para o povo, é para seus fâs que justificam sua própria existência. Na verdade um diretor de filme, faz um filme para que o diretor que ele tanto admira assistir (me lembro do mario peixoto inventando aquela história de que o Eisenstein tinha escrito uma crítica super elogiosa do seu filme Limite), assim como um pintor só pinta para que o seu pintor ídolo veja sua obra, esse texto é delicioso... sei que ele termina dizendo que ele, Millor, escrevia para o Edgar Moura, porque enfim, admirava nele a inteligência e singularidade e outras infinitas qualidades.
Entaum juntamente com isso me vem a mente a Sabina, musa do jovem médico ( naum me lembro bem se ele era médico) do livro a Insustentável Leveza do Ser, ele a elevou ao grau máximo de idolatria, e em seus devaneios a considerava onipresente,ciente de tudo q ele fazia, a ponto de elegê-la como seu público invísivel, todos seus atos dali por diante eram acompanhados pela aprovação ou desaprovação desse ente poderoso e ubíquo. Sentia-se orgulhoso dos atos honrados que tomava, pois podia imaginar em sua musa um sorriso de conscentimento e admiração.
Meu público secreto,esse post é pra vc...

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