sobre a educação
Em um esforço para manter as atividades de extensão acadêmica permanecerem no meu cotidiano proletário, promoverei a partir de abril palestras e workshops com não-expecialistas na área em minha residência. Os assuntos multiciplinares serão de interesse geral e ministrados por profissionais renomados em suas respectivas áreas seguindo a premissa já bastante difundida nesse blog do “ensine antes de aprender”, ou “aprenda com quem não sabe”. Já estão confirmados dois workshops de duração imprecisa com o Jornalista Matheus Costa, são eles:
"A física quantica no palíndromo das relações pseudo-amorosas no século 21" e
"A desconstrução da lantejoula da braguilha no feichecler da moda contemporânea"
A fotógrafa e especialista em polêmicas Priscila Rezende propôs uma Oficina de “Formação do ouvir: A Musicalização Infantil desenvolvida a partir da musica Créu.”
Na verdade eu e Dri já estamos pensando em tranformar nossa casa em núcleo de apoio da extensão universitária da Universidade de São Paulo, só precisamos conversar com o síndico...
A gênese do projeto
Conversando com uma certa amiga sobre meu vivo interesse pelo improviso nas atividades acadêmicas, pelo despreparo e falta de apego (quase budista) que alguns professores têm pelos assuntos propostos em suas ementas tive a idéia de criar cursos que diferem dos difundidos em universidades e outras instituições de ensino apenas pelo fato de assumir a característica vital dos profissionais envolvidos nas palestras criando-se assim o conceito do não-especialista. O não-especialista tem como principal vantagem não ter o compromisso de aprofundamento em nenhum conhecimento específico, ele guia-se pelo interesse natural e momentâneo de seu humor, trazendo a organicidade do imprevisto e do improviso para dentro de sala de aula.
O caso é que temos um certo amigo em comum bastante eloquente que tornou-se professor há alguns anos, e toda vez que pedíamos a ele uma explicação de determinado assunto de sua especialidade ficávamos confusas com sua argumentação bastante prolixa, didática e as reviravoltas de assunto a que erámos conduzidas quando pedíamos mais clareza e sintetismo. Percebemos que ele tinha alguma habilidade ali que fazia dele um vencedor...Finalmente descobrimos que ele tinha a habilidade de improvisar dentro de um improviso, e sempre atento à reação do receptor ele estava sempre pronto para uma nova reviravolta. Na verdade ele costumava mudar completamente o foco do assunto em um novo improviso.Livre de qualquer compromisso com a linearidade e coêrencia, sem contar os valores éticos e morais, esse é o profissional educacional do futuro, que ensina mas antes de tudo entretém...
Mudando de assunto li isso ontem e pus me a refletir mais uma vez sobre relacionamentos...
Sartre e Simone (de Beauvoir) estão apaixonados, entretanto, em vez de pedi-la em casamento, ele lhe propõe um pacto no qual monogamia e mentira não teriam lugar. Sartre acredita que antes de serem amantes, eles eram escritores, e como tal precisariam conhecer a fundo a alma humana, multiplicando suas experiências individuais e contando-as, um ao outro, nos mínimos detalhes. Entre Simone e Sartre o amor seria necessário, com as demais pessoas, seria contingente. Beauvoir aceita o pacto, pois ele está de acordo com suas próprias convicções


3 Comentários:
Me lembrou aquelas aulas de cursinho que parece programa de auditório de domingo.
Esse post me lembrou muito a ótima peça "Anticlássico - uma desconferência e o enigma vazio".
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=10282&tipo=11&cot=1
heheeheheh
sensacional. com o Math ainda.
bjs
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