Private Joke

o diário de Elaine Melo

sábado, janeiro 05, 2008

Há tantas coisas que pensei por esses dias, meus pensamentos avulsos e incompletos são o alimento desse blog, primeiro gostaria de fazer uma constatação que pude comprovar nesse natal: Na magreza não há hipocrisia, digo isso porque nas festas familiares que acontecem aqui em casa na ocasião do natal e em outras ocasiões menos célebres também sou sempre alvo de comentários diretos a respeito de minha magreza, não há pudores nas declarações firmes e corajosas no que concerne à minha massa corporal, as pessoas sentem um certo prazer sádico em apontar pra mim e até buscam colaboração dos que estiverem ao redor: veja como ela está magra! mas olhe só o braçinho dela, você não acha?
Ao que vejo os olhos arregalados do interrogado a me questionar, -menina vc não come?
Devo dizer aqui que as pessoas que me apontam, me contrangem e me segregam são sempre daquele tipo de biotipo excluído do mundo contemporaneo, sim elas mesmas, as que já passaram um pouco das medidas consideradas saudáveis, aliás há anos luz de qualquer padrão de beleza e sempre penso em revidar esse comentários com outros bem piores e mais grosseiros, sim porque acho bem grosseiro virem me dizer que não estou no peso certo na concepção deles, porque ser gentil nessa hora?
Descobri que isso acontece com todas magras, parece que não há uma política de omissão do assunto como na obesidade em que qualquer comentário é tido como uma ofensa desonrosa, não que eu seja a favor da hipocrisia mas prefiro a gentileza, como naquele últmo verso da música “Psico killer” (Talking Heads) “i hate people when they're not polite”...
Hoje é dia 05/01 fui até o CCBB ver uma mostra de filmes clássicos e raros brasileiros, me deparei lá com uma retrospectiva da Yoko Ono, gostei bastante da exposição, algumas instalações até me emocionaram como a blood objects, onde havia objetos domésticos cotidianos ensanguentados....
Tinha uma sala com um monte de fotos enfileradas horizontalmente , elas eram iguais e possuiam embaixo uma breve descrição, penso q de momentos autobiográficos gostei de uma que dizia algo assim: meu psiquiatra disse que o meu problema era que eu não tinha encontros...
Em outra instalação ela criou uma data ficticia onde teriam sido encontrados corpos humanos ela datou como 2.235 A.P (onde AP seria antes da paz e D.P depois da Paz...) achei tão lindo...
Acabei perdendo a sessão que eu tanto queria ver a do filme “O bandido da luz vermelha” , mas talvez eu volte lá na sexta pra ver se pego a última sessão, vi entaum um filme ridiculamente engraçado chamado Bonecas Diabólicas, conheci um cara que estava indo ver e rever sempre a exposição da Yoko Ono pra entender melhor, ele me levou pra ver a parte do subsolo que eu naum sabia que tinha...
Enfim, eu recomendo a todos que vão ao CCBB essa semana, está imperdível, presenças de Carlão Reichenbach e Andrea Tonacci.
No momento estou lendo Os cisnes selvagens, história de três gerações de mulheres chinesas, começa no começo do século 20 com a avó que se torna concubina, a mãe que vira revolucionária na era comunista chinesa e a filha que sobrevive a revolução cultural pra contar essa história, estou sempre com lágrimas nos olhos no trem onde sempre me encontro lendo esse livro...
Talvez vou na taróloga essa semana, depois relato...

1 Comentários:

Blogger Roteirista diletante disse...

Que estranho dona Elaine, por acaso você emagreceu?
Pelo que me lembro sua massa corporal estava ótima. Sempre achei que você pesasse pouco por ser baixinha e não por ser magra.
Mas você é daquelas raras pessoas para as quais a aparência é um "plus" completando uma bela personalidade.

12:30 PM  

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